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03 passinhos para trás…

Tenho aprendido que são necessários, principalmente quando começamos algo novo e queremos avançar. Faz um tempinho que tenho estudado mais e mais técnicas de pintura. Repetindo coisas muitas vezes até ficar bom, e assim se aprende.
Tive uma vivência na casa Lu Simão onde vi de perto uma aquarelista madura, e recebi ensinamentos valiosos. E semanalmente vou aprender com a Zane Neiva como perder o medo da tela branca.
O aprendizado tem me mostrado que realmente é preciso uma dedicação eterna se queremos excelência, e no meio de muita escrita e água com tinta, também aprendo diariamente sobre controle. Como é ilusório pensar que temos ele. É na arte que vejo tudo tomar forma em colaboração com o que o momento pede. Impossível não levar pra vida.

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Pintura como forma de poesia

Nem toda poesia precisa de palavras.

Às vezes ela aparece em cores, formas e gestos sobre a tela.

A pintura pode ser uma linguagem silenciosa, mas profundamente expressiva. Cada cor traz uma atmosfera diferente. Cada camada acrescenta uma nova história à obra.

Quando estou pintando, muitas vezes sinto que estou escrevendo — mas com pincéis.

Existem momentos em que a pintura surge de forma espontânea, quase intuitiva. Outros pedem mais tempo, observação e escuta. Esse equilíbrio entre liberdade e atenção faz parte do processo criativo.

No final, cada obra acaba sendo uma espécie de poema visual.

Um poema que não precisa ser explicado.
Apenas sentido.

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A beleza das imperfeições nas joias artesanais

Joias artesanais carregam algo especial que raramente encontramos em peças produzidas em grande escala: a presença do gesto humano.

Cada peça nasce de um processo manual, onde pequenas variações fazem parte da sua identidade. Uma textura inesperada, um formato levemente orgânico, uma assimetria sutil — esses detalhes não são defeitos, mas sinais de autenticidade.

Quando criamos algo com as mãos, o tempo também se torna parte da obra.

Há momentos de tentativa, ajustes, descobertas.
E, ao final, surge uma peça única.

Usar uma joia artesanal é também carregar uma história.
Não apenas a história da peça, mas também a história de quem a criou e de quem a escolheu.

Talvez seja isso que torna essas peças tão especiais: elas não são apenas objetos, mas pequenas expressões de arte.

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O encontro entre arte e silêncio

A arte muitas vezes nasce em silêncio.

Entre uma pausa e outra do mundo, existe um espaço onde as ideias começam a ganhar forma. Não é sempre um momento planejado. Às vezes surge em um gesto simples: uma cor escolhida sem pensar, uma linha que aparece quase sozinha no papel, ou um pensamento que se transforma em verso.

Para mim, criar é como escutar algo que já estava ali.

As pinturas começam como sensações – uma memória, uma paisagem interior, uma emoção que não cabe em palavras. Aos poucos, essas sensações se transformam em cores, texturas e movimentos.

O silêncio é parte essencial desse processo.
Ele abre espaço para que a arte apareça com calma, sem pressa.

Cada obra acaba sendo um pequeno fragmento desse encontro: entre o mundo interior e aquilo que pode ser compartilhado.

Talvez seja por isso que a arte tenha essa capacidade de tocar outras pessoas – porque ela nasce de algo profundamente humano.

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